GLOSSÁRIO

A

Acelerador circular de elétrons
– Veja Síncrotron.

Acelerador linear de elétrons
– É um tipo de acelerador no qual os elétrons se deslocam numa trajetória retilínea. No LNLS é usado para injetar elétrons no acelerador circular. Num acelerador linear, não é possível obter a luz síncrotron.

Anel de armazenamento
– Veja Síncrotron.

C
Câmara de vácuo
– É a "pista" por onde trafegam os feixes de elétrons, num acelerador. Chama-se "Câmara de Vácuo do Dipolo" o trecho específico que fica embutido num Dipolo (veja verbete). É nesse trecho que os feixes de elétrons têm a trajetória desviada para emitir a luz síncrotron (veja verbete).


D

Dipolo
– Eletroímã que curva a trajetória dos elétrons no acelerador circular. O acelerador do LNLS tem doze dipolos. Cada um deles curva a trajetória dos elétrons em 30 graus. Um dipolo completo é a maior peça do acelerador e pesa cerca de 7 toneladas.
  Infográfico - dipolo
E
Elétrons
– Uma das partículas que compõe o átomo, com carga negativa.

Elétron-volt
– Unidade de medida de energia. Diz-se MeV (milhões de elétron-volts) e GeV (bilhões de elétron-volts). É uma referência fundamental para identificar um acelerador. O acelerador circular de elétrons do LNLS tem energia de 1,37 GeV, ou seja, 1 bilhão e 370 milhões de elétron-volts.

Estações Experimentais
– É o ambiente no qual os pesquisadores fazem o trabalho de pesquisa. Uma estação experimental inclui os detectores para medir os produtos da interação fóton-material; câmara de amostra para alojar os materiais a serem estudados (geralmente em condições controladas: alto vácuo, temperatura variável, etc.); goniômetros para rotações e sistemas de translação das amostras; sistema de controle.

F
Fonte de Luz
– É o conjunto de equipamentos que, operados de maneira simultânea, gera a luz síncrotron. A fonte de luz do LNLS possui dois aceleradores: um acelerador linear (veja verbete) e um acelerador circular (veja verbete síncrotron), que pode também ser chamado de anel de armazenamento de elétrons. Confira o diagrama esquemático da fonte de luz do LNLS na seção Perguntas mais Frequentes, em Informações Gerais.

K
Kicker
– Componente que produz um campo magnético pulsado que altera a órbita dos feixes de elétrons já estocados no acelerador. Esse procedimento é necessário para permitir que novos "pacotes" de elétrons sejam injetados no acelerador.

L
Linha de Luz
– Assim que é denominado o conjunto de componentes que são acoplados ao acelerador circular de elétrons com o objetivo de levar a luz síncrotron desde a máquina até as estações onde são realizadas experiências. É na linha de luz que são instalados os monocromadores (veja verbete) e a câmara de amostras (veja verbete estações experimentais).

Infográfico - espectro de luz
Luz Síncrotron – A expressão indica o tipo de luz produzida por um equipamento que pode ser chamado síncrotron (veja verbete). Esta luz é a mesma que os nossos olhos podem ver, só que ampliada para regiões do espectro electromagnético que a visão não consegue perceber. O síncrotron pode produzir todas as "luzes" do espectro, aí incluídas a ultravioleta e os raios-X, necessárias para realização de pesquisas materiais.


M

Monocromador
– É o componente que permite ao pesquisador adequar a freqüência da luz síncrotron ao tipo de experiência que vai realizar. Os monocromadores são construídos especificadamente para selecionar um determinado tipo de faixa do espectro eletromagnético.

S
Síncrotron
– Várias máquinas foram desenvolvidas para acelerar elétrons. A mais elementar é o canhão de elétrons, no qual os elétrons são acelerados retilineamente por um campo elétrico até energias da ordem de dezenas ou centenas de milhares de elétron-volts, mediante da aplicação de uma "voltagem" de dezenas (ou centenas) de milhares de volts. Para acelerar elétrons a energias de ordem de 1 MeV (1 milhão de elétron-volts), usam-se em geral os aceleradores lineares (LINACs), nos quais a energia é fornecida por uma fonte de microondas. São também usados os aceleradores circulares. Os aceleradores circulares de elétrons são chamados de síncrotrons (em inglês: synchrotron). O nome deriva da expressão inglesa synchronous electron accelerator. Os síncrotrons são construídos por uma câmara de vácuo, por imãs dipolares que mantêm os elétrons em órbita circular e cavidades de radiofreqüência que aceleram progressivamente os elétrons até que atinjam uma certa energia requerida para experiências de colisões de partículas elementares. O anel de armazenamento de elétrons é uma máquina com princípio de fundamento similar ao dos síncrotrons. O objetivo dos primeiros anéis de armazenamento de elétrons era o de armazenar uma corrente alta de elétrons a energias elevadas, para utilização em experiências de física de partículas elementares (colisões elétron-pósitron, por exemplo). Posteriormente, a partir do final da década de 60, os anéis de armazenamento começaram a ser usados também, em forma partilhada, como fontes de luz síncrotron. A partir dos anos 80 começou a construção de anéis de armazenamento de elétrons dedicados exclusivamente à produção de luz (sem nenhuma utilização em experiências de colisões). O anel de armazenamento de elétrons, além dos imãs dipolares (ou dipolos), tem imãs quadrupolares e sextupolares para focalizar e reduzir aberrações do feixe eletrônico. Devido aos princípios similares de funcionamento, o acelerador principal da fonte de luz síncrotron construído no LNLS é denominado de anel de armazenamento de elétrons ou síncrotron. Em alguns casos, usa-se o termo acelerador circular.

 

Atualizado em: 19/05/00
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